Publicado em 30/11/01 | Atualizado em 30/05/15

Como será o bolachão do futuro?

O Moozyca selecionou novidades tecnológicas que poderão fazer parte da sua vida em breve

Por Deyvis Drusian

Já pensou em ouvir música pela bunda?

Em um desses dias, estava voltando do trabalho e peguei um metrô com dois meninos – um mais velho e um mais novo – que discutiam sobre o Ipod do garotinho. O mais velho perguntou ao mais novo qual era a memória do seu aparelho e o outro menino respondeu: 16 Giga. Então, o mais velho disse que dentro daquele aparelhinho deveria caber uma casa cheia de K7s de música. Com uma cara de espanto, o mais novo se virou e perguntou “K o que”?

Essa pequena crônica mostra como as tecnologias evoluem rapidamente, mudando a forma como as pessoas se relacionam com a música. Boa parte das mudanças possibilita maior mobilidade e conforto aos ouvintes. Veja a seguir 5 novidades que poderão ser os bolachões do futuro.

1 - Música cutânea?

Já pensou em ouvir música pela bunda? Essa não é nenhuma proposta sexual, é apenas o desenvolvimento do designer espanhol Rodrigo Garcia Gonzalez. Numa dessas noites de inspiração, ele teve a idéia de criar um aparelhinho chamado Wow, que é acoplado ao selim da bicicleta. A sua bugiganga transforma a música em vibrações, que são captadas pelos ossos dos glúteos e transmitidas pela coluna até os ouvidos. Segundo o estudante, o objetivo é resolver um problema enfrentado por ciclistas. "É difícil ouvir música enquanto se pedala, porque você também precisa dos seus ouvidos para saber onde os carros estão", diz Gonzalez. Com o crescimento do número de ciclovias no Brasil, em breve, esse poderá ser um item básico da sua mochila.

2 - Rede social com fones de ouvido

Saca aquelas rodas de violão na frente de uma fogueira? Serei apocalíptico, mas essa prática está prestes a acabar entre meninões de apartamento! Uma dupla de antigos estudantes de engenharia da Universidade de Berkeley, na Califórnia, se uniu para tornar o hábito de ouvir música em fones de ouvido uma prática social. A ideia do Arc, o fone de ouvido criado pela Wearhaus, é simples:  por meio de um app, o usuário pode ver qual música as pessoas próximas a ele estão escutando e se juntar a elas, ou tocar sua própria música, deixando-a disponível para quem quiser ouvir também. Fones que estiverem tocando a mesma música imediatamente exibem a mesma coloração em um aro lateral de LED. A ideia cria uma espécie de rede social de música por meio de um dispositivo tão conhecido: o fone de ouvido. Pelo site oficial, os jovens Richie Zeng e Nelson Zhang tentam convencer entusiastas a financiarem o projeto comprando antecipadamente o aparelho.

3 - Falante atrás dos ouvidos

Já pensou em tirar dois pedaços de plástico dentro dos ouvidos? Em Michigan (EUA), uma companhia apostou em um fone diferente: o Sound Band. O aparelho dispensa o uso de alto-falante e usa uma tecnologia chamada surface sound emiters – pequenas caixas de som localizadas atrás da orelha. O dispositivo permite ao usuário se manter conectado com o mundo mesmo ouvindo músicas ou fazendo uma ligação do smartphone. Os usuários do equipamento não precisam mais tirar os fones quando vão conversar com alguém. Por enquanto, ainda é um protótipo no Kickstarter, mas não muito longe de ser lançado.

4 – O som do seu humor

Não sei se dá pra confiar em um aparelho que chama (isso mesmo) Mico, mas vamos lá... A japonesa Neurowear, empresa que já criou uma tiara com “orelhas de gato” que reagem ao humor do usuário, está desenvolvendo um fone de ouvido com a mesma tecnologia de leitura cerebral. O dispositivo seleciona as músicas de acordo com as emoções do usuário. A invenção japonesa usa a tecnologia de encefalografia, que lê as ondas cerebrais do usuário e cria uma programação musical baseada nas leituras. A ideia é que o gadget programe músicas que reforcem o estado de espírito ou o alterem. E dale chinforínfola!

5 - De olho nas nuvens

Ouvir música pela internet não é nenhuma novidade. Mas o sistema streaming, que oferece um enorme acervo de música mediante pagamento mensal, parece ter vindo para mudar a forma como as pessoas ouvem música. Em 2014, o streaming ilimitado de músicas do Google Play finalmente desembarcou no Brasil. O serviço, conhecido no exterior como Google Play All Access, chega para competir com Spotify, Deezer e Rdio com uma biblioteca de mesma proporção, com 30 milhões de faixas, mas com uma oferta de lançamento agressiva: qualquer pessoa poderá experimentar por 60 dias sem custo algum - 90 dias para usuários da Samsung. O Google garante conteúdo local graças a parcerias fechadas com as principais gravadoras e selos independentes do país. “O serviço de assinatura conta com uma equipe local focada exclusivamente em montar listas para o público nacional, indicando desde os principais hits até bandas e músicas novas que vale a pena conhecer”, diz a empresa em comunicado à imprensa.

 


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